Video Art

Video Art, Video Instalação e Videoclip

O que é Video Art?

Video art é um meio de expressão artística onde a tecnologia do video é o componente essencial. Esta espressão artística propõe-nos uma diferente inter-relação entre a imagem e o observador.
Auxiliado pelas tecnologias, esta arte pode projectar imagens além do monitor e em diferentes direcções.
Nasceu na década de sessenta, como meio artístico, sendo associada ás correntes de vanguarda. Os artistas pretendiam criar algo diferente da arte comercial atraves da crítica à televisão. Na decada de oitenta, esta arte tinha como objectivo provocar nos espectadores estados anímicos e diversas sensações.
Actualmente, os artistas possuem uma maior possibilidade criativa, devido aos avanços tecnológicos.
A descida de preço das máquinas de filmar e a propagação do vídeo influenciaram o uso não comercial do vídeo por artistas do mundo inteiro, fundamentalmente os artistas que já usavam partido das imagens fotográficas e fílmicas.

História da Vídeo arte
Como já referi acima, o surgimento desta arte está fortemente associado com as inovações tecnológicas. A história da vídeo arte ficou marcada com o aparecimento da primeira câmara de vídeo portátil: a Portapack da Sony. Foram muitos os pioneiros que usaram esta máquina, entre eles o Nam June Paik e o alemão Wolf Vostell.
Antes disto, o video era apenas usado para fins comerciais.
Pensa-se que a Video arte surgiu quando Nam June Paik filmou a procissão do papa Paulo VI pela cidade de Nova Iorque, em 1965. Paik exibiu as gravações num café e foi assim que a video arte surgiu. Tambem á especulaçõesde que Andy Warhol influenciou Paik mostrando-lhe underground video umas semanas antes.

Video Instalação

Vídeo Instalação é um método de arte contemporânea que combina a tecnologia vídeo com instalation art. É uma forma de arte que utiliza todos os aspectos do ambiente ao seu redor como forma de influenciar o público.
Hoje, a vídeo-instalação é omnipresente, visível em galerias, museus, como tambem em paisagens urbanas ou industriais. Os formatos mais populares incluem monitor, projecção e performance. O único requisito é a electricidade.
Uma das principais estratégias utilizadas por artistas de vídeo-instalação é a incorporação do espaço como um elemento fundamental da estrutura narrativa. Desta forma, a narrativa cinematográfica está espalhada por todo o espaço criando um ambiente imersivo
Algumas vezes, o vídeo é exibido, de tal forma que o espectador se torna parte da trama como um personagem de um filme.

Pioneiros da Vídeo Arte e Vídeo Instalação

Nam June Paik
Paik nasceu em Seul em 1932 e morreu em Miami em 2006 e foi um artista sul coreano. Paik trabalhou em diversos meios da arte e é considerado o criador da vídeo arte. Em 1998 ganhou o prémio Kyoto.
Nam June Paik estudou piano clássico e em 1950 deixo o país de forma a fugir da guerra da Coreia . Mudou-se para Hong Kong e depois Japão. Mais tarde, graduou-se na universidade de Tóquio em história da arte e história da música. Nesse mesmo ano mudou-se para a Alemanha com o objectivo de continuar os seus estudos em história da música na universidade de Munique. Na Alemanha, Paik conheceu os compositores John Cage e Stockhausen assim como vários artistas. Isto inspirou o Paik a trabalhar com os mesmos compositores num estúdio de música electrónica e inspirou-se pelo uso de barulhos do quotidiano. Paik exibiu pela primeira vez os seus trabalhos numa exibição intitulada: “Exposition of Music-Electronic Television”, na qual usou várias televisões e usou ímãs para distorcer as imagens.
Em 1964, Paik mudou-se para Nova Iorque onde trabalhou com a violoncelista Charlotte Moorman com o objectivo de combinar vídeo, música e performance. No trabalho Tv cello, os dois empilharam televisores um sobre o outro de maneira a formarem um violoncelo.
Em 1967, Charlotte Moorman foi presa por fazer topless durante a sua performance na “Opera Sextronique” de Paik. Dois anos mais tarde, em 1969, a dupla executou “TV Bra for Living Sculpture”, onde Charlotte vestiu um sutiã com pequenas telas de televisão sobre seus seios.

Paik produziu também muitas outras obras, tais como:
o Something Pacific (1986)
o Positive Egg
o Video Fish (1975)
o Good Morning Mr. Orwell (1984)
o “Bye Bye Kipling” (1986)
o “The More The Better “(1988)
o “The Spinning Buddha”.
Nam June Paik ficou conhecido por declarações polémicas, como por exemplo: “A arte é pura fraude” e “Tu só precisas de fazer algo que ninguém tenha feito antes”.





Steina e Woody Vasulka
Steina Vasulka nasceu em 1940 e Woody Vasulka nasceu em 1937. Ambos são pioneiros da vídeo arte, tendo iniciado as suas primeiras obras no final da década de 60.
Steina nasceu na Islândia, onde estudou música clássica, mais tarde recebeu uma bolsa de estudo no Conservatório de Praga, em 1959.
Woody nasceu na República checa onde se formou em engenharia. Mais tarde formou-se em Televisão e Produção Cinematográfica na Academia de Artes de Praga.
O casal conheceu-se nos anos 60 e mudou-se para Nova Iorque em 1965. As primeiras obras de vídeo arte criadas pelo casal foram exibidas no Whitney Museum.




Joan Jonas
Joan Jonas nasceu em 1936 em Nova Iorque e é uma pioneira na área de vídeo arte e performance. Jonas é uma das mais importantes artistas do sexo feminino a surgir no final dos anos 60 e início de 1970.
Ela começou a sua carreira como escultora, na sua cidade natal. Todavia em 1968, Joan começou a interessar por vídeo arte e performance.
As suas primeiras obras foram :
o Wind (1968)
o Songdelay (1973), gravado com lentes de telefoto e grande angular
Joan é uma professora de artes visuais no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Suas obras incluem: Organic Honey’s Visual Telepathy (1972), The Juniper Tree (1976), Volcano Saga (1985), Revolted by the Thought of Known Places… (1992), Woman in the Well (1996/2000), her portable My New Theater series (1997–1999), Lines in the Sand (2002), and The Shape, The Scent, The Feel of Things (2004).
O Museu de Arte de Queens apresentou “Joan Jonas: Cinco Obras” de dezembro de 2003 a março de 2004. Foi a primeira grande exposição de Jonas em um museu de Nova York. A exposição inclui uma sala de vídeo, bem como um levantamento de desenhos, fotografias e cadernos.



Chris Burden
Chris Burden nasceu nos Estados Unidos em 1946 e estudou arquitectura no Pomona College de Clairmont, vindo mais tarde a estudar na Universidade da Califórnia.
Nos anos 70, Burden usou o próprio corpo como material de trabalho e de comunicação, assumindo-o como um pioneiro do movimento Body Art. A sua primeira apresentação foi em 1971. Nas suas performances, Burden procurava questionar algumas práticas sociais assim como a função da arte e a responsabilidade ética do artista.
Nas performances, ele sujeitou-se a situações de grande violência, de modo a provocar reacções no público e de abordar alguns tabus.
Na década de 80, Burden focou-se na problemática dos medias.
Nos anos 90, o artista realizou várias vídeo-instalações através das quais procura relacionar-se de forma directa com o lugar onde estas se encontram.



Bruce Nauman
Nauman nasceu em 1941, nos Estados Unidos e é um artista contemporâneo.
As suas obras abrangem uma grande variedade de expressões artísticas, tais como: escultura, fotografia, vídeo, desenho e performance.
Estudou matemática e Física e mais tarde estudou arte na Universidade de Califórnia.
Trabalhou como assistente de Wayne Thiebaud, e em 1966 tornou-se um professor na San Francisco Art Institute. Em 1968, ele conheceu assinou com o comerciante Leo Castelli.
Muitas das suas obras são caracterizadas por um interesse na língua.
Bruce aprecia a natureza da comunicação e os problemas inerentes da linguagem, bem como o papel do artista como comunicador e manipulador de símbolos visuais.
Nauman cita Samuel Beckett, Ludwig Wittgenstein, John Cage, Philip Glass, La Monte Young e Meredith Monk como principais influências nas suas obras.
Alguns dos seus melhores trabalhos:
o Laair (1970)
o Clown Torture
o Vices and Virtues (1988)
o The True Artist Helps the World by Revealing Mystic Truths
o Setting a Good Corner
o World Peace
o Learned Helplessness in Rats (Rock and Roll Drummer)
o Henry Moore bound to fail, back view(1967–1970
o Raw Materials (2004)
o Untitled “Leave the Land Alone” (1969/2009)





Bill Viola
Bill Viola é uma vídeo artista americano que iniciou a sua carreira na década de 1970. Viola foi inspirado por artistas como: Nam June Paik, Bruce Nauman e Peter Campus.
As suas obras consistem em vídeo arte, vídeo instalações e performances. Viola recorre muitas vezes à espiritualidade e á critica da televisão. Viola trabalha também com códigos simbólicos que focam a falta de consciência colectiva na arte e usa de um modo muito próprio o sonho e a fantasia.







Elisabeth Charlotte Rist (Pipilotti)
Pipilotti é uma artista famosa na área de vídeo arte. Ela nasceu em 1962 na Suiça. Desde a sua infância que lhe chamam de Pipilotti, este nome refere-se aos livros suecos da Pipi das Meias Altas.
Rist estudou na universidade de Artes Aplicadas de Viena e mais tarde estudou vídeo na Escola de Design na Suiça.
De 1988 a 1994 foi membro da banda : Les Reines Prochaines.
De 2002 a 2003, ela foi convidada para ensinar na Universidade da Califórnia.
De 2005 a 2009 ela trabalhou na sua primeiro longa-metragem, Pepperminta .
Obras
As suas obras geralmente duram alguns minutos, e continha as alterações em suas cores, velocidade e som. As suas obras focam questões relacionadas à sexualidade e ao corpo humano.
Em contraste com muitos outros artistas conceituais, as obras de Rist são coloridas e musicais e transmitem uma sensação de felicidade e simplicidade.
Rist é considerada feminista por alguns críticos de arte.





Matthew Barney
Matthew Barney nasceu em 1967 e é um artista americano que trabalha em escultura, fotografia, desenho e filme.
As suas primeiras obras eram esculturas combinadas com performance e video. Entre 1994 e 2002 ele criou o Cremaster Cycle, uma série de cinco filmes descritos por Jonathan Jones no jornal The Guardian como “uma das conquistas mais imaginativas e brilhantes na história do cinema de vanguarda.”
Barney licenciou-se na Universidade de Yale.


Videoclip
Um videoclip é um pequeno filme em suporte electrónico.
Devido ao predomínio dos vídeos musicais e publicitários na produção mundial de vídeos curtos, e porque os vídeos publicitários têm uma denominação própria, durante algum tempo “videoclip” foi sinónimo de vídeo musical, mas com o aparecimento da internet e a divulgação de vídeos através dela, a palavra tem vindo a retornar ao seu sentido original.
Pensa-se que o videoclip musical tenha origem na década de 1950.
O videoclip tem origem no cinema vanguardista dos anos vinte pois já naquela época os cineastas tentavam ligar montagem, música e efeitos. Porém o videoclip só começou a ser abundantemente usado a partir dos anos sessenta. Uma das primeiras bandas a usar o videoclip foram os Beatles .

Elementos e Aspectos
Os elementos do videoclipe são a música, a letra e a imagem, que, manipulados, interagem para provocar a realização de sentido.
Num videoclip, deve-se ter em conta os seguintes aspectos: montagem, o ritmo, os efeitos especiais (visuais e sonoros), a iconografia, os grafismos, os movimentos de câmara, etc.
A montagem é o processo de justaposição de imagens diferentes filmadas separadamente. A mudança de uma imagem para outra é chamada de “corte”, e cada intervalo entre um corte e outro recebe o nome de “plano”.
A iconografia refere-se à fonte das imagens usadas como referência cultural. Muitos videoclipes fazem referências a outras expressões culturais, como a literatura, o teatro, o cinema, etc.
O grafismo é a introdução de elementos gráficos, como letras e algarismos, desenhos, animações ou quaisquer elementos não-filmados.
A estética videoclipe influenciou outras manifestações audiovisuais, como a televisão, Cinema e video arte.
Vários directores de videoclipes tornaram-se realizadores de cinema e televisão. Um dos primeiros foi o inglês Derek Jarman, que fez clipes para os Pet Shop Boys, realizou filmes inovadores na década de 1980.

Chris Cunningham
Cunningham é um produtor de videoclips inglês e um video-artista.
Vídeo musicais
Cunningham teve laços estreitos com Warp Records. Produziu os videos “Windowlicker” e “Come to Daddy ” dos Aphex Twin. Também produziu o vídeo musical da musica “All Is Full of Love” da cantora Björk que ganhou vários prémios, incluindo um prémio MTV e foi nomeado para um Grammy de Melhor Videoclip.
Ele também dirigiu o videoclip “Frozen” da Madonna que se tornou um sucesso internacional e ganhou o prémio de “Melhores Efeitos Especiais” no MTV Video Music Awards, em 1998 .
Outros videoclips que Chris Cunningham produziu:
• “36 Degrees” (1996) video de Placebo
• “Personally” (1997) video de 12 Rounds
• “The Next Big Thing” (1997) video de Jesus Jones
• “Tranquillizer” (1997) video de Geneva
• “No More Talk” (1997) video de Dubstar
• “Something To Say” (1997) video de Jocasta
• “Only You” (1998) video de Portishead
• “Frozen” (1998) video de Madonna
• “Come On My Selector” (1998) video de Squarepusher
• “All Is Full of Love” (1999) video de Björk
• “Sheena Is A Parasite” (2006), video de The Horrors
• “New York Is Killing Me” (2010) video de Gil Scott-Heron








Spike Jonze
Spike Jonze nasceu nos EUA em 1969 e é um director de videoclips e produtor de filmes.
Os seus trabalhos mais importantes incluem a comedia de humor negro negra de 1999 “Being John Malkovich” (“Quero ser John Malkovich”), o filme de 2002 “Adaptation” (“Adaptação”) ambas escritas por Charlie Kaufman e o seu mais recente filme “Where The Wild Things Are” (“Onde Vivem os Monstros).

Alguns dos seus videoclips:
• “All About Eve” de Marxman (1994)
• “Crush with Eyeliner” de R.E.M. (1995)
• “Da Funk” de Daft Punk (1997)
• “Video Days” de Blind (1992)
• “Electrobank” de The Chemical Brothers (1997)
• “Electrolite” de R.E.M. (1997)
• “Feel the Pain” de Dinosaur Jr. (1994)
• “Get Back” de Ludacris (2004)
• “Home” de Sean Lennon (1998)
• “It’s In Our Hands” de Björk (2002)
• “It’s Oh So Quiet” de Björk (1995)
• “Praise You” de Fatboy Slim (1998)
• “Ricky’s Theme” dos Beastie Boys (1994)
• “Sabotage” dos Beastie Boys (1994) (também colaborou como escritor)
• “Shady Lane” de Pavement (1997)
• “Sure Shot” dos Beastie Boys (1994)
• “The Diamond Sea” de Sonic Youth (1995)
• “The Suburbs” de Arcade Fire (2010)
• “Time For Livin’” dos Beastie Boys (1993)
• “Triumph Of A Heart” de Björk (2005)
• “Y Control” dos Yeah Yeah Yeahs (2004)

Filmes
• “Amarelo by Morning” (director) (1998)
• “Free Tibet” (cinematógrafo) (1998)
• Quero ser John Malkovich (director) (1999)
• “Três Reis” (Three kings) (actor) (1999)
• “Human Nature” (produtor) (2001)
• Adaptation” (“Adaptação”) (director) (2002)
• Jackass: O Filme (produtor) (2002)
• Where the Wild Things Are (director) (2009)







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